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Anapanasati Sutra
Anapanasati Sutta - Sutra da Atenção Plena à Respiração -
For free distribution only, as a gift of Dhamma This Sutta was translated from the Pali by Thanissaro Bhikkhu. Tradução ao português por Claudio Miklos. Trechos entre colchetes são de responsabilidade do tradutor brasileiro.
Anapanasati Sutta Majjhima Nikaya 118 Sutra da Atenção Plena à Respiração
Assim eu ouvi:
Em uma ocasião o Abençoado estava residindo em Savatthi no Mosteiro Oriental, o palácio da mãe de Migara, junto com muitos dos seus mais antigos discípulos - o Venerável Sariputta, o Venerável Moggallana, o Venerável Maha Kashyapa, o Venerável Maha Kaccayana, o Venerável Maha Kotthita, o Venerável Maha Kappina, o Venerável Maha Cunda, o Venerável Revata, o Venerável Ananda, e outros bem conhecidos antigos discípulos. Nesta ocasião os antigos monges estavam ensinando e instruindo. Alguns antigos monges estavam ensinando e instruindo dez monges, outros estavam ensinando e instruindo vinte monges, outros antigos monges estavam ensinando e instruindo trinta monges, outros antigos monges estavam ensinando e instruindo quarenta monges. Os novos monges, sendo instruídos e ensinados pelos antigos monges, estavam discernindo grandes e sucessivas distinções.
Naquela ocasião - o dia Uposatha décimo-quinto, a noite de lua cheia da cerimônia Pavarana - o Abençoado estava sentado em céu aberto cercado pelos monges da comunidade. Olhando para a silente comunidade de monges, ele lhes disse:
"Monges, estou contente com vossa prática. Estou profundamente feliz com esta prática. Pois [então] tornem ainda mais intensa a persistência por atingir o inatingível, para alcançar o inalcançável, realizar o irrealizável. Permanecerei aqui em Savatthi [por mais um mês] durante o mês ´Lírio Branco´, o quarto mês das chuvas."
Os monges [que estavam] nos arredores ouviram: "O Abençoado", eles disseram, "permanecerá em Savatthi através do mês Lírio Branco, o quarto mês das chuvas." E então partiram para Savatthi para ter com o Abençoado.
Então os monges mais velhos ensinaram e instruíram ainda mais intensamente. Alguns antigos monges estavam ensinando e instruindo dez monges, outros estavam ensinando e instruindo vinte monges, outros antigos monges estavam ensinando e instruindo trinta monges, outros antigos monges estavam ensinando e instruindo quarenta monges. Os novos monges, sendo instruídos e ensinados pelos antigos monges, estavam discernindo grandes e sucessivas distinções.
Naquela ocasião - o dia Uposatha décimo-quinto, a noite de lua cheia [Komudi] do mês do Lírio Branco, o quarto mês das chuvas - o Abençoado estava sentado em céu aberto cercado pelos monges da comunidade. Olhando para a silente comunidade de monges, ele lhes disse:
" Monges, esta assembléia é livre de palavras fúteis, livre de pensamentos fúteis, e estabelecida puramente no centro [como o cerne firme de uma árvore]: assim é este Sangha, assim é esta assembléia. Um tipo de comunidade que é digna de [receber] doações, digna de [receber] hospitalidade, digna de [receber] oferendas, digna de respeito, um incomparável campo de méritos [Bhija] para o mundo: assim é este Sangha, assim é esta assembléia. Um tipo de comunidade para a qual uma pequena doação, quando oferecida, torna-se grande, e tal doação, sendo considerada grande, torna-se ainda maior: assim é esta comunidade de monges, assim é esta assembléia - o tipo de assembléia que valeria a pena alguém viajar por léguas, carregando provisões, para poder vê-la.
" Neste Sangha há monges que são Arahants, cujos efluentes mentais foram extintos, que atingiram a plenitude, fizeram a tarefa, se desfizeram do fardo, atingiram a verdadeira meta, destruíram totalmente os grilhões do vir-a-ser, e que estão libertos através da correta sabedoria: assim são os monges neste Sangha.
" Neste Sangha há monges que, com a total extinção do primeiro grupo de cinco grilhões [Ormbhagiya - os cinco primeiros grilhões ou impedimentos: Sakkaya-ditthi (apego à noção do Ego-ismo), Vicikiccha (Insegurança), Silabbata-paramasa (Crença em ritos, rituais, mitos, superstições), Kama-raga (apego ao gôzo dos sentidos), Vyapada (necessidade de fazer atitudes malévolas, cruéis, invejosas, cínicas)] , estão para renascer [nas Puras Terras], e lá liberarem-se completamente, jamais retornando a este mundo: assim são os monges neste Sangha.
" Neste Sangha há monges que, com a total extinção dos [primeiros] três grilhões, e com a superação do apego, aversão, e delusão, serão renascidos-uma-vez, os quais - retornando apenas mais uma vez a este mundo - alcançarão a extinção da Insatisfação [Dukkha]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges que, com a total extinção dos [primeiros] três grilhões, são superadores-da-corrente, firmes, jamais novamente destinados a estados de sofrimento, e se direcionam à autoconsciência: assim são os monges deste Sangha."
" Neste Sangha há monges devotados ao desenvolvimento das Quatro estruturas da Plena Consciência: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados aos Quatro Corretos Esforços [Samma-padhana - esforço em por fim ao mal; esforço em abandonar pensamentos ou atos prejudiciais; esforço em desenvolver pensamentos e atos benéficos; esforço em manter pensamentos e atos benéficos]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados às Quatro Bases de Realização [Iddhipada - concentração à perseverança; concentração na energia ou vigor; concentração na pureza de consciência; concentração na investigação constante]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados às Cinco Faculdades [Pañca Indriyani - Confiança ou convicção; energia; profunda consciência; concentração; compreensão]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados às Cinco Forças [Pañca Balani - Como as Faculdades]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados aos Sete fatores do Despertar [Sapta Badhyanga - Sati, Plena Atenção; Dharmavicaya, Investigação; Viriya, Esforço; Piti, Plena Alegria; Passadhi, Tranqüilidade; Samadhi, Concentração; Upekkha, Equanimidade]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados a Nobre Caminho Óctuplo[Atthangika-magga]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à prática da Amizade [Kalyana-metta - o prazer em ser amigo e fraterno; nobreza de sentimentos]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à prática da Compaixão: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à prática da Felicidade: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à prática da Equanimidade: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à [percepção da] Relatividade Sofredora do Corpo [Rupa Dukkha]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à percepção da Impermanência [Anicca]: assim são os monges deste Sangha.
" Neste Sangha há monges devotados à prática da Atenção Plena à Respiração: assim são os monges deste Sangha.
"Atenção Plena à Respiração, quando desenvolvida e buscada, oferece grandes frutos, é de grandes benefícios. Atenção Plena à Respiração, quando desenvolvida e buscada, leva à realização das Quatro Estruturas de Referência. As Quatro Estruturas de Referência, quando desenvolvidas e buscadas, levam à realização dos Sete Fatores do Despertar. Os Sete Fatores do Despertar, quando desenvolvidos e buscados, levam à realização do Claro Conhecimento e da Libertação.
[Plena Atenção à Respiração - O Método]
"Agora, como é a Plena Atenção à Respiração desenvolvida e buscada de forma a levar à realização das Quatro Estruturas de Referência? " Existe o caso em que um monge, tendo ido para a floresta, à sombra de uma árvore, ou para um local vazio e calmo, senta-se cruzando suas pernas, mantém seu corpo ereto, e direciona sua atenção para o objetivo. Sempre atento, ele inspira; atento ele expira.
[As Quatro Estruturas de Referência - Smrtyupasthana]
[Primeira Tétrade - Contemplação do Corpo] " [1] Inspirando profundamente, ele percebe que está inspirando profundamente; ou expirando profundamente, ele percebe que está expirando profundamente. " [2] Inspirando superficialmente, ele percebe que está inspirando superficialmente; expirando superficialmente, ele percebe que está expirando superficialmente. " [3] Ele procura ficar sensível à inspiração [processando-se] no corpo inteiro, e à expiração [processando-se] no corpo inteiro. " [4] Ele procura ficar sensível à [ação da] inspiração acalmando o processo corporal, e à [ação da] expiração acalmando o processo corporal.
[Segunda Tétrade - Contemplação das Sensações] " [5] Ele procura ficar sensível à Alegria [êxtase] em inspirar, e à Alegria em expirar. " [6] Ele procura ficar sensível ao Prazer em inspirar, e ao Prazer em expirar. " [7] Ele procura ficar sensível ao Processo Mental [Percepção] de inspirar, e ao Processo Mental [Percepção] de expirar. " [8] Ele procura ficar sensível à [ação da] inspiração acalmando o Processo Mental, e à [ação da] expiração acalmando o Processo Mental.
[Terceira Tétrade - Contemplação da Mente] " [9] Ele procura inspirar ficando sensível à mente, e a expirar sensível à mente. " [10] Ele procura ficar sensível à inspiração alegrando a mente, e à expiração alegrando a mente. " [11] Ele procura ficar sensível à inspiração equilibrando [firmando] a mente, e à expiração equilibrando a mente. " [12] Ele procura ficar sensível à inspiração liberando a mente, e à expiração liberando a mente.
[Quarta Tétrade - Contemplando os Conceitos Mentais] " [13]Ele procura inspirar refletindo sobre a Impermanência, e a expirar refletindo sobre a Impermanência. " [14]Ele procura inspirar refletindo sobre a Decadência, e a expirar refletindo sobre a Decadência. " [15]Ele procura inspirar refletindo sobre Cessação, e a expirar refletindo sobre a Cessação. " [16] Ele procura inspirar refletindo sobre a Renúncia, e a expirar refletindo sobre a Renúncia.
"[1] Assim, em qualquer ocasião um monge inspirando profundamente discerne [corretamente] que ele está inspirando profundamente; expirando profundamente, discerne [corretamente] que está expirando profundamente; inspirando superficialmente, discerne que está inspirando superficialmente; expirando superficialmente, discerne que está expirando superficialmente; ele procura ficar sensível à inspiração [processando-se] no corpo inteiro, e à expiração [processando-se] no corpo inteiro; ele procura ficar sensível à [ação da] inspiração acalmando o processo corporal, e à [ação da] expiração acalmando o processo corporal: Nesta ocasião o monge permanece concentrado no [processo respiratório do] corpo de si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo. Eu vos digo, monges, que isto [esta realização] - o processo de inspirar-expirar - é considerado como um corpo dentro do corpo [Corpo da Respiração], e é por isso que o monge nesta ocasião permanece concentrado no [processo respiratório do] corpo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo.
"[2] Em qualquer ocasião um monge procura ficar sensível à Alegria [êxtase] em inspirar, e à Alegria em expirar; ele procura ficar sensível ao Prazer em inspirar, e ao Prazer em expirar; ele procura ficar sensível ao Processo Mental [Percepção] de inspirar, e ao Processo Mental [Percepção] de expirar; ele procura ficar sensível à [ação da] inspiração acalmando o Processo Mental, e à [ação da] expiração acalmando o Processo Mental: nestas ocasiões o monge permanece atento ao processo emocional de si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo. Eu vos digo, monges, que isto [esta realização] - o processo de profunda atenção ao inspirar-expirar - é considerado como uma percepção dentro das percepções, e é por isso que o monge nesta ocasião permanece concentrado no processo emocional de si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo.
"[3] Em qualquer ocasião um monge procura inspirar ficando sensível à mente, e a expirar sensível à mente; ele procura ficar sensível à inspiração alegrando[satisfazendo] a mente, e à expiração alegrando a mente; ele procura ficar sensível à inspiração equilibrando [firmando] a mente, e à expiração equilibrando a mente; ele procura ficar sensível à inspiração liberando a mente, e à expiração liberando a mente: Nestas ocasiões o monge permanece atento ao processo mental em si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo. Pois não é possível que haja plena atenção à respiração em alguém de atenção confusa e não alerta, e é por isso que o monge nesta ocasião permanece concentrado no processo mental em si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo.
"[4] Em qualquer ocasião um monge procura inspirar refletindo sobre a Impermanência, e a expirar refletindo sobre a Impermanência; ele procura inspirar refletindo sobre a Decadência, e a expirar refletindo sobre a Decadência; ele procura inspirar refletindo sobre Cessação, e a expirar refletindo sobre a Cessação; ele procura inspirar refletindo sobre a Renúncia, e a expirar refletindo sobre a Renúncia: Nestas ocasiões o monge permanece atento aos conceitos mentais em si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo. Aquele que compreende claramente e com discernimento a superação da avidez e angústia é alguém que lida com as coisas com equanimidade, e é por isso que o monge nesta ocasião permanece concentrado nos conceitos mentais em si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo.
"Assim é como a Plena Atenção na Respiração é desenvolvida e buscada de forma a trazer as quatro estruturas de referência à sua culminação."
[Os Sete Fatores do Despertar - Sapta Bodhyanga]
"E de que forma as quatro estruturas de referência desenvolvidas e buscadas dessa maneira levam à realização dos Sete Fatores do Despertar?
" [1] Nessa ocasião o monge permanece concentrado na Contemplação do Corpo [a primeira Estrutura de Referência] em si e por si mesmo - intensa, alerta e conscientemente - , superando a avidez e angústias [auto-piedosas] em relação ao mundo, nesse momento [então] sua Plena Atenção [Sati - consciência] está firme e estabelecida. Quando sua Plena Atenção está firme e estabelecida, então a Consciência como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. [Este monge] a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [2] Permanecendo consciente desta maneira, ele examina, analiza, e chega com grande discernimento à compreensão correta [das coisas]. Quando ele permanece consciente desta forma, examinando, analizando, e chegando com grande discernimento à compreensão desta condição, então a análize das condições [Dharmavicaya - investigação] como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [3] Naquele que examina, analiza, e chega com grande discernimento à compreensão correta [das coisas], o Esforço Intenso [Viriya - energia, vigor] acontece. Quando o Esforço Intenso cresce naquele que examina, analiza e e chega com grande discernimento à compreensão correta [das coisas], então o Esforço como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele o desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [4] Naquele em que o Esforço surge, a Alegria Plena [Piti - êxtase, prazer, contentamento] acontece. Quando a Alegria Plena cresce naquele em que o Esforço é desenvolvido, então a Alegria como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [5] Naquele que está Alegre [extasiado], o corpo e a mente amadurecem com Serenidade [Passadhi - tranquilidade]. Quando o corpo e a mente de um monge em [estado de] Alegria Plena amadurecem calmamente, então a Serenidade como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [6] Para aquele que está sereno - seu corpo tranquilizado - a mente atinge [naturalmente] a Concentração [Samadhi]. Quando a mente daquele que está sereno - seu corpo tranquilizado - torna-se concentrada, então a Concentração como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
" [7] O monge [então] mantém a mente assim concentrada com Equanimidade [Upekkha - equilíbrio, desprendimento]. Quando ele mantém a mente assim concentrada com equanimidade, a Equanimidade como um dos fatores do Despertar torna-se evidente. Ele a desenvolve, e este fator atinge a culminação de seu desenvolvimento para tal praticante.
[Segue-se o mesmo processo para as outras três Estruturas de Referência:]
"[1 a 7] O monge [então] mantém as Sensações assim concentradas [nos fatores da mesma forma que] na Contemplação do Corpo, nesse momento a Equanimidade como um dos fatores do Despertar, assim desenvolvido, atinge sua culminação para tal praticante.
" [1 a 7] O monge [então] mantém a Mente assim concentrada [da mesma forma que] nas Sensações, nesse momento a Equanimidade como um dos fatores do Despertar, assim desenvolvido, atinge sua culminação para tal praticante.
" [1 a 7] O monge [então] mantém os Conceitos Mentais assim concentrados [da mesma forma que] na Mente, nesse momento a Equanimidade como um dos fatores do Despertar, assim desenvolvido, atinge sua culminação para tal praticante.
"Assim é como as quatro Estruturas de Referência são desenvolvidas e buscadas de forma a trazerem os Sete Fatores do Despertar à culminação."
[A Clara Sabedoria e Liberação]
"E como são os Sete Fatores do Despertar desenvolvidos e buscados de forma a trazerem o Clara Sabedoria e Liberação à culminação?
" [1]Há o momento quando um monge desenvolve a Plena Atenção [Sati] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [2] Há o momento quando um monge desenvolve a Investigação [Dharmavicaya] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [3] Há o momento quando um monge desenvolve o Esforço [Viriya] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [4] Há o momento quando um monge desenvolve a Alegria Plena [Piti] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [5] Há o momento quando um monge desenvolve a Serenidade [Passadhi] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [6] Há o momento quando um monge desenvolve a Concentração [Samadhi] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
" [7] Há o momento quando um monge desenvolve a Equanimidade [Upekkha] como um dos Fatores do Despertar associado à Reclusão, à Decadência e à Cessação, resultando assim no Desprendimento.
"Assim é como os Sete Fatores do Despertar, quando desenvolvidos e buscados, trazem à culminância a Clara Sabedoria e a Liberação."
Isso foi o que o Abençoado disse. Agradecidos, os monges alegraram-se com as Suas palavras.
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