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Garava Sutta - Sutra do Mestre
Garava Sutta
O Sutra do Mestre For free distribution only, as a gift of Dhamma This Sutta was translated from the Pali by Thanissaro Bhikkhu. Tradução ao português por Claudio Miklos. Trechos entre colchetes são de responsabilidade do tradutor.
Garava Sutta Samyutta Nikaya VI.2 Reverência ao Mestre
Seção I. A Convocação da Assembléia
Assim eu ouvi:
Em certa ocasião, quando o Abençoado ainda há pouco tempo tinha atingido seu Auto-Despertar, ele estava em Uruvela às margens do Rio Nerañjara, aos pés da Árvore Banyana. Então, enquanto estava ele só e em reclusão, esta linha de pensamento surgiu em sua consciência:
"Uma pessoa está insegura se não tiver alguém para se orientar e respeitar com reverência. Em qual sacerdote ou sábio [brahmane] contemplativo posso eu abrigar-me, com respeito e honra?"
Então o seguinte pensamento lhe ocorreu:
“Seria por consideração em aperfeiçoar [em mim] um [ainda] imperfeito aspecto de virtude que eu abrigar-me-ia em outro sacerdote ou contemplativo, honrando-o e respeitando-o. Contudo, neste mundo com seus Devas, Mara e Brahma, nesta geração com seus sacerdotes e sábios, com seus reis e pessoas comuns, eu não vejo nenhum sacerdote ou sábio mais pleno em virtudes do que eu, e sob o qual eu abrigar-me-ia, honraria e respeitaria”.
“Seria por consideração em aperfeiçoar [em mim] um [ainda] imperfeito aspecto de concentração que eu abrigar-me-ia em outro sacerdote ou contemplativo, honrando-o e respeitando-o. Contudo, neste mundo com seus Devas, Mara e Brahma, nesta geração com seus sacerdotes e sábios, com seus reis e pessoas comuns, eu não vejo nenhum sacerdote ou sábio mais pleno em concentração do que eu, e sob o qual eu abrigar-me-ia, honraria e respeitaria”.
“Seria por consideração em aperfeiçoar [em mim] um [ainda] imperfeito aspecto de discernimento que eu abrigar-me-ia em outro sacerdote ou contemplativo, honrando-o e respeitando-o. Contudo, neste mundo com seus Devas, Mara e Brahma, nesta geração com seus sacerdotes e sábios, com seus reis e pessoas comuns, eu não vejo nenhum sacerdote ou sábio mais pleno em discernimento do que eu, e sob o qual eu abrigar-me-ia, honraria e respeitaria”.
“Seria por consideração em aperfeiçoar [em mim] um [ainda] imperfeito aspecto de liberdade que eu abrigar-me-ia em outro sacerdote ou contemplativo, honrando-o e respeitando-o. Contudo, neste mundo com seus Devas, Mara e Brahma, nesta geração com seus sacerdotes e sábios, com seus reis e pessoas comuns, eu não vejo nenhum sacerdote ou sábio mais pleno em liberação do que eu, e sob o qual eu abrigar-me-ia, honraria e respeitaria”.
“Seria por consideração em aperfeiçoar [em mim] um [ainda] imperfeito aspecto de conhecimento e visão de liberdade que eu abrigar-me-ia em outro sacerdote ou contemplativo, honrando-o e respeitando-o. Contudo, neste mundo com seus Devas, Mara e Brahma, nesta geração com seus sacerdotes e sábios, com seus reis e pessoas comuns, eu não vejo nenhum sacerdote ou sábio mais pleno em conhecimento e em visão liberada do que eu, e sob o qual eu abrigar-me-ia, honraria e respeitaria”.
"Na verdade, não devo eu abrigar-me no Dharma, respeitando-o e honrando-o, uma vez que através do Dharma logrei atingir a Plena Iluminação”?
Então, percebendo através de sua consciência a linha de pensamento na mente do Abençoado - assim como um homem forte estende seu braço flexionado ou flexiona seu braço estendido - assim Brahma Sahampati desapareceu do mundo-brahmânico e reapareceu em frente ao Abençoado. Colocando seu manto sobre um dos ombros, ele saudou o Abençoado com as mãos sobre o coração e lhe disse:
"Assim é, Abençoado! Assim é, Tathagata! Aqueles que foram Arahants, Corretamente Auto-Despertos no passado, em verdade também estes se abrigaram apenas no Dharma, honrando-o e respeitando-o. Aqueles que serão Arahants, Corretamente Autodespertos no futuro, em verdade estes também irão abrigar-se apenas no Dharma, honrando-o e respeitando-o. E que assim se permita ao Abençoado, o qual é no presente o Arahant, o Corretamente Auto-Desperto, abrigar-se em verdade apenas no Dharma, honrando-o e respeitando-o”.
Isso foi o que Brahma Sahampati disse. E tento assim falado, ele recitou em seguida:
Buddhas passados, Buddhas futuros, E aquele que é agora o Buddha, Afastando o sofrimento de muitos – Todos [estes Buddhas] abrigaram-se, Abrigar-se-ão, e [o que é agora o Buddha] abriga-se, reverenciando o correto Dharma. Esta, para os Buddhas, é a lei natural. Portanto aquele que deseja seu próprio bem, aspirando pela grandeza, deve respeitar o correto Dharma, lembrando-se dos ensinamentos do Buddha.
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